O Pato Donald
Entre as curiosidades que pudemos observar está o fato do Zé Carioca aparecer nas capas de todos os números, mas não dar as caras nos quadrinhos. Também há páginas com muito texto, coisa rara de se ver hoje em dia, como um programa “radiofônico” do Donald, e histórias contadas pelo Mickey.
Xuxá
Lançada em 1950, data de circulação do primeiro número, a revista Xuxá, com seriados em quadrinhos, narra episódios protagonizados por Zezinho, um humilde garoto paulista que, ao explodir a guerra, estava na Itália e acabou cruzando com tropas norte-americanas numa ilha ocupada.
De ascendência italiana, Zezinho era engraxate e ganhou o apelido de Xuxá logo que foi capturado pelos militares. Sem falar uma única palavra em inglês, Zezinho quis saber como oferecer os seus serviços ao capitão e alguém disse que bastava dizer "shoe shine" (tradução literal: sapato, polimento), que devia ser pronunciado "xu xain". O garoto seguiu a recomendação, mas não conseguiu se comunicar. O capitão entendeu que aquilo era uma apresentação e que Xuxá era o nome de Zezinho. E passou a tratá-lo por esse nome.
O garoto não engraxou o sapato do capitão uma única vez. Mas conquistou a confiança do comandante da tropa e, desde aquele dia, passou a trabalhar como mensageiro de guerra, levando, na pequena caixa de madeira, informações para agentes secretos. Assim, Zezinho, ou melhor Xuxá, ganhou muito dinheiro, virou herói e protagonizou centenas de episódios criados pelos idealizadores da revista.
Publicada pela antiga Casa Editora Vecchi, do Rio de Janeiro, a revista Xuxá tinha formato 7,5cm x 16,0cm, periodicidade semanal, 36 páginas. Na capa, colorida, todos os números reproduziam o rosto de um jovem de olhos verdes, o próprio Xuxá!! Os desenhos não são assinados e, além dos seriados, trazia passatempos como charadas, labirintos e cruzadas.




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